A partir de 12 de maio de 2025, o Equador exigirá que todos os viajantes provenientes do Brasil, Peru, Colômbia e Bolívia apresentem o Certificado Internacional de Vacinação contra a Febre Amarela (CIVP) para entrada no país. A medida foi anunciada pelo Ministério da Saúde Pública do Equador como parte de uma resposta emergencial ao aumento de casos de febre amarela e outras doenças infecciosas na região.
Por que o Equador está adotando essa exigência?
O Equador declarou alerta epidemiológico após registrar novos casos de febre amarela em 2025, especialmente em áreas fronteiriças com o Peru. Além disso, o país enfrenta surtos simultâneos de coqueluche (tosse convulsa) e leptospirose, que já causaram mortes, principalmente entre crianças na região amazônica. Especialistas atribuem esses surtos à queda na cobertura vacinal após a pandemia de COVID-19.
Quem precisa apresentar o certificado?
A exigência se aplica a todos os viajantes que tenham estado no Brasil, Peru, Colômbia ou Bolívia nos últimos 6 dias antes da chegada ao Equador. Isso inclui turistas, estudantes, profissionais e residentes que retornam ao país.
Exceções:
A vacina deve ser aplicada pelo menos 10 dias antes da viagem para garantir a eficácia e a validade do certificado.
Como obter o Certificado Internacional de Vacinação (CIVP) no Brasil
O CIVP é emitido gratuitamente pela Anvisa e pode ser solicitado online ou presencialmente. Para isso, é necessário:
A vacina contra a febre amarela é aplicada gratuitamente em unidades do SUS e também está disponível em clínicas privadas. Uma das vacinas utilizadas é a Stamaril, reconhecida internacionalmente.
Impacto para viajantes brasileiros
Para brasileiros que planejam visitar o Equador a partir de 12 de maio de 2025, é essencial verificar se a vacinação contra a febre amarela está em dia e providenciar o CIVP com antecedência. Sem o certificado, a entrada no país poderá ser negada.
A medida visa proteger a saúde pública equatoriana diante do aumento de casos de febre amarela na região. Em 2025, o Brasil já registrou 37 casos e 5 mortes por febre amarela na região de Belém, no Pará.
Conclusão
A exigência do certificado de vacinação contra a febre amarela pelo Equador reforça a importância da imunização para viajantes internacionais. Além de ser um requisito legal para entrada em alguns países, a vacinação protege contra doenças graves e contribui para a saúde coletiva. Se você planeja viajar para o Equador ou outras regiões com risco de febre amarela, consulte um serviço de saúde para verificar a necessidade da vacina e obtenha o CIVP com antecedência.